Segundo informações obtidas pela Justiça do Rio, o suspeito de matar a jovem Evelyn Cristina, de 18 anos, no último fim de semana, em São João de Meriti, vulgo Júnior Sara, a vítima morava com o acusado há quatro meses. O suspeito pode estar escondido no Paraguai.
De acordo com uma testemunha, Júnior bateu em Evelyn e depois disso, a jovem
ficou uma semana sem ir pra casa e que após esse período não voltou a residir com ele, passando apenas os finais de semana na casa do acusado.
A testemunha contou que no dia do crime, viu os dois discutindo mas não achou que seria algo grave.
Falou que viu Júnior indo até a cozinha e voltando para o quarto com um objeto, mas não conseguiu identificar o que era;
Ficou assustada e em seguida ouviu gritos de Evelyn pedindo ajuda.
Evelyn começou a gritar, dizendo ” Me ajuda”. Ela foi até o quarto e viu Júnior deitado em cima de Evelyn e apertando seu pescoço, enquanto a vítima suplicava por ajuda;
Júnior mandou a declarante sair do quarto. Após os gritos, o homem saiu do quarto enrolado em um cobertor e com o rosto sujo de sangue.
A testemunha começou a questionar o que havia acontecido e ele lhe disse ” Eu fiz besteira, mas te amo, vou fugir, pega suas coisas, vai para a casa da sua mãe e não volta aqui, não fala nada para ninguém, fala que eu briguei na rua”.
Em seguida, a testemunha pegou suas coisas e deixou na casa de sua tia, mas não contou nada a ninguém. Depois foi para casa de sua amiga, pois estava muito assustada e não sabia o que fazer. Por volta de 14:00h, foi para casa de sua mãe, mas não contou a verdade por medo;
Pediu para ir até a casa de Júnior, buscar sua televisão e o restante de suas roupas. Ao chegar no local , a televisão não estava mais lá;
Ela não teve coragem de entrar no quarto e pediu para que sua mãe fosse, para buscar seu uniforme do colégio.
Ao entrar no quarto, a mãe da testemunha viu Evelyn sem vida, enrolada em um cobertor, cheio de sangue;
Disse não tem ideia do paradeiro de Júnior. Falou que ele tem uma irmã e primas que moram em Recife, mas não sabe precisar o local;
No sábado a noite, recebeu um mensagem temporária dele, dizendo que estava no Paraguai e sem dinheiro.
Diante dos fatos, o delegado titular da DHBF, requereu junto à Justiça a prisão de Hamilton Ranulfo, que foi deferida na noite desta segunda (10), pelo Plantão Judiciário/Tribunal de Justiça do Rio, com pedido de prisão temporária, pelo crime de Feminicídio.
FOTO: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e Portal dos Procurados do Disque Denúncia