Um relatório da Justiça confirma que traficantes do Comando Vermelho que agem no Complexo da Penha e na comunidade do Quitungo, em Brás de Pina, têm ordenado e realizado diversas execuções a indivíduos tidos como integrantes e/ou informantes da facção rival intitulada Terceiro Comando Puro (T.C.P), com o fim de expandir seus domínios para prática de ilícitos penais que habitualmente cometem.
Segundo o documento, por meio de relatos de moradores das regiões dominadas pelo tráfico, além de diversas reportagens jornalísticas, é de conhecimento público que os criminosos mantêm um “poder paralelo” de julgamento de condutas, denominado “Tribunal do Tráfico” (fazendo uma alusão ao Poder Judiciário do Estado), onde eles, na posição de “juízes”, analisam a conduta de pessoas e a submetem a um julgamento (nada justo), onde decidem qual será a sentença daquele indivíduo (sentença de morte, em sua maioria).
Os bandidos fazem uso de técnicas para se desfazer e ocultar os corpos das pessoas que são executadas (carbonizam, esquartejam, transportam para lugares de difícil acesso – como o interior de rios, canais, valas), com o intuito de inviabilizar a localização e identificação dos cadáveres e vestígios do crime, e, consequentemente, dos autores dos fatos delituosos, tolhendo as chances de elucidação por parte da polícia judiciária
Os moradores de comunidades espalhadas pelo Estado, que, por vezes, se veem impedidos de transitar em algumas regiões ou até mesmo de visitarem parentes ou amigos que residem em “comunidades rivais”, sob pena de serem executados por criminosos de outra facção, sob alegação de serem X-9 informantes, delatores).
A região tem como principais crimnosos, Doca e Pedro Bala, no comando do Complexo da Penha, e Belão, no Quitungo.
Eles são detentores de grande poder bélico hierárquico dentro da traficância em que atuam e que dispõe de um alto número de criminosos que executam as ordens dadas por eles, dentre eles Charuto, Pitbull, Samuquinha e Gardenal.
FONTE: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro