A Polícia Federal prendeu hoje 12 pessoas, entre elas um PM, durante uma operação para desmantelar uma organização criminosa armada e transnacional*, especializada no *comércio ilegal de cigarros por meio do domínio de regiões e da imposição de violência e medo*.
O grupo é liderado pelo contraventor Adilsinho, atual patrono da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro. Ele foi um dos alvos.
O bando falsificava e comercializava os cigarros que produzia com o emprego de *embalagens falsas, trabalho análogo à escravidão, tráfico de pessoas* e *imposição de violência e terror* para que comerciantes de regiões dominadas pela quadrilha *fossem obrigados a adquirir o produto contrafeito* e *revender apenas o cigarro fornecido pelo grupo investigado*
A investigação foi iniciada em fevereiro de 2023, após a *descoberta de três fábricas clandestinas de cigarros falsos* e do *resgate de inúmeros trabalhadores paraguaios submetidos a regime análogo à escravidão*,.
Foi revelado em outra operação essa mesma organização criminosa tinha uma *célula de serviço paralelo de segurança*, coordenada por um policial federal e integrada por policiais militares e bombeiros, que também atuavam em outros serviços ilegais de acordo com os interesses do grupo.
Além disso, integrantes de uma outra célula da organização criminosa eram os responsáveis pelo *fornecimento de insumos, maquinários e mão de obra escrava oriunda do Paraguai*, que eram empregados na produção clandestina dos cigarros no estado do Rio de Janeiro e em outras unidades federativas. Esta célula do grupo era administrada por uma mulher que possuía um serviço de segurança particular por parte de um policial militar.
Já um outro núcleo do grupo criminoso era integrado por indivíduos responsáveis pelo *acompanhamento dos veículos que transportavam a mercadoria contrafeita, a qual era fornecida da Baixada Fluminense para comerciantes de outros estados brasileiros*. Um desses integrantes era um policial rodoviário federal que tinha a função de assegurar a entrega segura da carga.
Os agentes federais tentaram cumprir *21 mandados de prisão preventiva*, *26 mandados de busca e apreensão* e *12 mandados de medida cautelar diversa da prisão*, incluindo a suspensão das funções de um policial rodoviário federal.
Foram emitidas ordens de bloqueio, sequestro e apreensão de bens, *avaliados em cerca de R$ 350 milhões*. Dentre eles estão *imóveis, veículos de luxo, criptomoedas, dinheiro em espécie, valores depositados em contas bancárias*, entre outros.
*O montante obtido com o lucro dos delitos praticados era posteriormente submetido a lavagem de dinheiro*, com a consequente *remessa de altas cifras ao exterior de forma irregular*. Vale ressaltar também que o modus operandi dessa organização criminosa, no que diz respeito ao domínio de regiões e imposição de violência e terror, *é o mesmo empregado pelos grupos que exploram o jogo ilegal no estado do Rio de Janeiro*.
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Os investigados poderão responder pela prática dos seguintes crimes: organização criminosa; redução a condição análoga à de escravo; tráfico de pessoas; crime contra a saúde pública; fraude no comércio; sonegação por falta de fornecimento de nota fiscal; crime contra a relação de consumo; falsificação e uso de documento falso; violação de direito autoral; lavagem de dinheiro; e evasão de divisas.
*Operação Libertatis 2 – atualização*
*12 presos*
Onde foram realizadas as prisõess
2 (1 casal) em São Pedro da Aldeia/RJ;
1 PM, em Bonsucesso, no 22º BPM;
1 em Serra, no Espírito Santo/ES
;1 em Magé/RJ;1 em Nova Friburgo/RJ;
6 na cidade do Rio de Janeiro (Cachambi, Jacarepaguá, Ilha do Governador, Barra da Tijuca e Campo Grande);
FONTE: Polícia Federal