Conhecido como olheiro do PCC, Kaue do Amaral Coelho, que teria informado à facção sobre o momento exato em que o empresário Vinícius Gritzbach chegava ao Aeroporto de Guarulhos (SP) para ser assassinado havia sido preso dia 18 de agosto de 2022, por volta das 18h, na Avenida Inajar de Souza, altura do nº 1942, Limão, em São Paulo.
Na ocasião, guardava, para fins de consumo de terceiras pessoas, 1.009 (um mil e nove) comprimidos de tenanfetamina (MDA), popularmente conhecida como “bala”, com peso líquido total de 477,8g, substância entorpecente e que determina dependência física e psíquica.
Na época da prisão, Kaue disse que tinha 27 anos de idade era solteiro, tinha um filho de cinco anos, que vive com a mãe dele e morava com os pais.
Contou que tinha uma adega em sociedade e tirava de dez a quinze mil por mês, em média. Em épocas de maior movimento, como carnaval e final de ano, a média de retirada chega a vinte mil reais.
Com relação aos fatos, confirma que estava com a droga, mas que se tratava de droga para consumo pessoal. Havia adquirido quinhentos gramas de droga por três mil reais. Compra por peso. Um quilo custa cinco mil reais.
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Disse que quando compra menor quantidade, o valor é um pouco maior (ou seja,
comprando mais, o valor cai). Essa droga que estava transportando é um pouco mais fraca.
Estava viciado e consumia até em dias normais e não só em festas. Na semana usava grande quantidade de comprimidos.
Chegava a usar de quarenta a cinquenta comprimidos em um final de semana. Nunca havia comprado quantidade tão grande, mas como era final de ano, iria consumir quase todo dia.
Antes de conhecer a pessoa que lhe vendeu essa droga, apenas comprava nas festas que frequentava. Depois que conheceu ele passou a comprar maior quantidade.
Ao ser preso, sofreu um choque muito grande. Ficou mais apegado à família e frequentava a igreja. Largou a droga. Não usava mais nada desde que saiu da prisão
FONTE: Relatório do Tribunal de Justiça de São Paulo disponível no site jurídicio Jusbrasil