A Justiça decretou as prisões preventivas de quatro milicianos de Seropédica, vulgos Chica, Marcelinho Macabu, Zazá e um chamado Lucas por um homicídio cometido em maio de 2023.
Segundo a denúncia, no dia 07 de maio de 2023, por volta de 20h20min, no estabelecimento denominado “Quiosque da Carlinha”, situado na Rua Rita Batista, nº 10, Campo Lindo, Seropédica/RJ, os suspeitos, teriam matado a vítima Marcos Paulo da Silva Pereira mediante disparos de fuzis calibres 7,62mm e 5,56mm, que causaram múltiplos ferimentos em seu corpo.
Uma testemunha reconheceu a participação do falecido milciiano Tubarão no epísódio., afirmando que foram criados juntos desde criança, e que ele seria o chefe da milícia de Seropédica.
Tubarão foi morto em confronto com a polícia em 06 de fevereiro de 2024. Além de o identificar, Bruno o apontou como sendo o indivíduo que derrubou Marcos e realizou o primeiro disparo com arma de fogo contra a vítima, tendo o identificado por meio de gravação de vídeo da câmera de segurança do local, em razão do porte físico, pela violência, forma de agir e pela roupa que ele usava.
A testemunha também reconheceu Chica e Thiago “Bomba”, falecido na guerra contra o Bonde do Miliciano Zinho no km 32.
Outras testemunhas diseram que Marcos morreu pois estaria traficando drogas no Quiosque onde foi morto, sem a autorização da milícia.
Do mesmo modo, uma outra testemunha, que estava presente com a vítima no local dos fatos, declarou que Marcelinho Macabú sentou à mesa do Quiosque e,momentos depois, um homem de cor negra, vulgo “Zazá”, apareceu e ordenou que o bar fosse fechado, assim como que todas as pessoas deveriam ir embora.
Dando continuidade e complementando o relato da testemunha, uma outra pessoa presente na hora dos fatos , também presente no local, confirmou a identidade de Macabú, e afirmou que milicianos encapuzados chegaram em um carro pequeno, de cor clara, e que jogaram Marcos Paulo ao chão, desferindo muitos tiros em cima da vítima, e logo depois se evadiram do local.
Zazá estaria de camisa preta no vídeo, tendo sido a pessoa quem tomou o celular da mão de alguém do bar, após o crime, e mandou todo o comércio fechar e todos irem embora.
A mãe de Marcos também identifcou Tubarão como o executor de seu filho ao visualizar as imagens de câmera de segurança vinculadas ao procedimento. A identificação, segunda ela, se deu pelas roupas, pelo modo de andar, bem como pela bandana com fiapos brancos nas pontas. Além disso, também reconheceu Chica que teria aparecido trajando uma blusa de cor roxa clara e portando uma pistola, tendo sido registrado pelas filmagens.
Acrescentou que identificou Licas como cobrador da milícia de Tauã. Por fim, momentos após o encontro, relatou também afirmou que Marcos teria retornado para mesa onde estava. Após isso, Tubarão, juntamente com outros milicianos, executaram a vítima com muitos tiros na frente de todos.
Ainda sobre seu depoimento, disse que acreditou que a vítima foi executada pois no local não poderia haver concorrência na venda de drogas.
Ao final, a autoridade policial destacou a peça “relatório de imagens”, protocolo 049265-1861/2023, onde as cenas gravadas pelas câmeras de segurança do estabelecimento foram minuciosamente detalhadas, indicando a atuação de cada um dos indivíduos que participaram da empreitada criminosa.
Em tal documento se pode constatar, “quadro a quadro”, a sequência de fatos que culminou com a execução sumária de Marcos Paulo, bem como a violência da ação, mesmo em um comércio repleto de pessoas.
FONTE: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro