Dois irmão de sobrenome Da Matta tiveram as prisões preventivas decretadas essa semana suspeitos de espancarem até a morte um homem na Praia Vermelha, na Urca, na Zona Sul do Rio, em novembro.
Segundo os autos, no dia 17 de novembro de 2024, por volta das 18 horas, na Praça General Tibúrcio, no bairro da Praia Vermelha, no município do Rio de Janeiro/RJ, eles agrediram
fisicamente Glauber Santana da Cruz, com intuito de matá-lo, utilizando recurso que tornou impossível a defesa do ofendido, causando as lesões corporais que foram a causa eficiente da morte de Glauber em 07/12/2024.
Os irmãos passaram a tarde ingerindo bebidas alcoólicas na praça quando, no inicio da noite, depois de muita conversa, mas sem motivo aparente, foram na direção de Glauber e, repentinamente, começaram a desferi chutes, socos e pontapés na vítima.
Como a ação dos denunciados foi inesperada, a vítima não conseguiu se defender e, depois de alguns instantes recebendo golpes pelo corpo, caiu ao solo.
Em seguida, os agressores, alternadamente, aproveitando que Glauber estava no solo, passaram a chutar e pisar em todo o corpo da vítima, por fim, desacordando-o, todavia, os denunciados não cessaram a agressão e, entre chutes e pisadelas fortes, ainda alternadamente, pularam sobre a cabeça da vítima acertando-o com os pés com todo o peso do corpo objetivando ceifar a vida de Glauber, posteriormente, encerrando as agressões, pois, diante da gravidade das lesões, acreditaram que a vítima havia morrido.
Glauber ainda foi socorrido ao Hospital Municipal Miguel Couto, onde ficou internado do dia 17/11/2024 a 07/12/2024, todavia, não resistiu aos ferimentos e morreu em virtude de traumatismo do tórax complicado com pneumonia, provocado por ação contundente em decorrência das agressões físicas realizadas pelos irmãos.”
Uma testemunha disse que Glauber tentou separar uma briga que acontecia na frente da barraca, entre dois irmãos e acabou sendo agredido por ambos. Disse que a vítima foi agredido pór socos, tapas, pontapés e por golpes de “capacete”;
Uma outra testemunha viu um dos irmãos agredir Glauber com um capacete. Disse que os agressores chegaram a ser abordados pela Polícia do Exército, mas foram liberados. Contou que uma guarnição da PMERJ também esteve no local mas foi embora.
Falou ainda que, em razão do consumo de álcool, os irmãos teriam sido perturbados pelo Glauber durante o dia mas não soube dizer qual o tipo de perturbação.
Um outro homem disse também ter sido agredido pelos irmãos, que chegaram a dizer. “Já deixamos um f… e não falei que iria te pegar”. Ele levou vários golpes como voadoras, socos, chutes e pontapés mas conseguiu se desvencilhar e solicitar ajuda dos militares do Exército.
Mesmo assim, os irmãos partiram para cima dele e os agrediram com um capacete na cabeça. Inclusive o ameaçaram de morte, dizendo que iam na sua casa, na Baixada Fluminense,
Os militares tentaram contê-los, inclusive usando spray de pimenta, mas um dos irmãos agrediu um deles com um tapa na mão.
Os irmão disseram que ele e Glauber eram safados e falaram que iam matá-lo e beber seu sangue.
Os irmãos, desta vez, foram detidos pelos integrantes do Exército e chegou novamente uma viatura da PMERJ. Os PMs lhe disseram não se tratar de flagrante e falaram para a vítima procurar a Polícia Civil, o que foi feito, o homem agredido foi até a 10ª DP (Botafogo)
Foi submetiido foi submetido a diversos exames periciais que constataram que ele sofreu lesões em sua arcada dentária. Falou que não está trabalhando com receio de novas agressões, já que foi ameaçado pelos irmãos;
Para a Justiça, os acusados escaparam da prisão em flagrante, aparentemente, por erro de comunicação entre os Policiais do Exército que atenderam à ocorrência num primeiro momento e os Policiais Militares que assumiram a ocorrência na sequência, que compreenderam tratar-se apenas de uma lesão corporal leve, em face da outra vítima.
Segundo testemunhas, os acusados retornaram ao local dias após os fatos, “aparentemente tranquilos” e disseram “que o intento de matar almejava evitar futuras represálias, por isso retornaram para terminar o serviço” e que “o caso não acabaria assim”, demonstrando a evidente intenção de continuar a empreitada criminosa em desfavor de outras pessoas ou, no mínimo, causar temor nas pessoas.
]FONTE: Site oficial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro