Dois homens que foram presos ano passado suspeitos de pertencerem a milícia de Pedra de Guaratiba e que acabaram absolvidos porque os policiais não comprovaram que eles estavam extorquindo comerciantes disseram que foram ameaçados de morte e agredidos pelos agentes.
Um deles disse que ele e o amigo foram a um depósito, depois cortar o cabelo e em seguida comprar ração para um cavalo. Foi então que pararam dois carros.
Os ocupantes do veículo estavam de preto e touca ninja. Eles lhe colocaram de cara no chão e disseram que iriam lhe matar, porque era da milícia. Ele disse, no entanto, que era trabalhador e atuava como mototaxista.
Segundo o seu relato, os policiais lhe algemaram e o colocaram dentro do carro. Eles lhe deram socos. Depois eles saíram correndo com o carro e foram no sentido do Recreio.
Depois do túnel, eles pararam o carro e continuaram lhe socando, dizendo que iam lhe matar.
Na cidade da polícia, ficou algemado em um ferro. Disse que bateram com a sua cabeça na parede. Mandaram desbloquear o celular. Pediram a senha do celular e deram a senha para eles.
O outro preso disse que. os policiais estavam com o rosto tampado. Não sabe por qual razão os policiais os prenderam.
Disse que os policiais perguntaram se seu nome era Rodolfo e disse que não. Contou que os agentes disseram que seu nome era Rodolfo sim e perguntaram se tinha passagem. Disse que não. Então eles lhe bateram, dentro do carro.
Eles perguntaram se fazia parte da milícia e disse que não. Falou que ees diziam que iriam lhe matar porque era o Rodolfo.
Uma testemunha falou que conhecia um dos presos desde ,que ele entrou em seu estabelecimento comercial, no dia dos fatos, para comprar cerveja, que não falou com nenhum policial, neste dia, e que admite que paga taxas para a milícia, mas m nunca pagou nada para os dois presos.
Segundo a Justiça, os policiais não viram a cobrança de valores e a acusação não chegou a demonstrar que ambos tinham a finalidade de praticar diversos crimes, dentre eles, extorsões. .
Também não houve investigações preliminares e nem posteriores sobre o envolvimento dos réus com a milícia
“A prova apresentada é insegura e traz mais dúvidas do que luzes, sobre o que realmente ocorreu no dia dos fatos”, dizem os autos.
O MP recorreu da sentença e perdeu.
FONTE: Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro