A Justiça decretou na semana passada as prisões temporárias de dois traficantes do Comando Vermelho vulgos FP e Galinho por causa de um ataque ocorrido no último dia 15 na localidade de Casinhas, em Petrópolis, que terminou com o homicídio de Letícia Ribeiro Gonçalves, vinculada ao Terceiro Comando Puro.
Sob as ordens de Dera, os bandidos dirigiram até o conjunto habitacional da Posse, local conhecido como “Casinhas”, onde concorreram para a morte de Letícia, ocasião em que “Dera” teria efetuado pelo menos quatro disparos de arma de fogo contra ela.
Na cena do crime, a vítima sobrevivente também foi ferida por disparos de arma de fogo. Os representados claramente buscavam a hegemonia local na comercialização de entorpecentes, eliminando ou cooptando criminosos concorrentes.
Os investigados agiram em atividade típica de grupo de extermínio, buscando por pessoas ligadas à facção criminosa rival, na intenção de eliminar, da forma mais violenta possível, toda a concorrência.
A própria dinâmica dos fatos, aliada aos reiterados relatos de envolvimento dos suspeitos com o tráfico de drogas e filiação ao Comando Vermelho, somados, sugerem que, soltos, representam risco real, direto e imediato a todas as testemunhas, na medida em que nada os impediria de intimidar ou até mesmo matar quem quer que colabore com o Estado na elucidação dos fatos.
O homicídio de Letícia teria “deixado um recado” no sentido de que qualquer pessoa que se oponha ao grupo criminoso dos investigados sofrerá as consequências.
Restou comprovada a prática dos delitos de homicídio qualificado consumado, homicídio qualificado tentado, tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas praticados pelos investigados.
FONTE: Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro